sexta-feira, 24 de maio de 2013

Resenha do Livro História de Sergipe de Felisbelo Freire




FREIRE, Felisbelo Firmo de Oliveira. História de Sergipe. Projeto Digitalizando a História, Aracaju – Sergipe, 2009.

            Felisbelo Freire nasceu em Itaporanga d’Ajuda no dia 30 de janeiro de 1858, foi um militante republicano na Província Sergipana, foi nomeado como o primeiro governador republicano de Sergipe, formado em medicina e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe e Patrono da Academia Sergipano de Letras, escreveu vários livros e um deles é História de Sergipe, onde ele expressa o seu objetivo de tornar a história de Sergipe visível ao Brasil e ao mundo, isto é facilmente percebido quando ele diz que quer “tornar Sergipe conhecida no Brasil e no Estrangeiro”(p.3), assim o autor toma para se a missão de resgatar a história sergipana.    
            A História de Sergipe de Freire é a primeira tentativa de interpretar cientificamente a História do estado, ele inaugurou a historiografia no estado. Com um pensamento ligado ao evolucionismo, que era a visão que prevalecia na época, sua obra tinha em anexo diversas cartas de sesmarias e utiliza outros documentos inéditos, na construção de sua obra, F. Freire faz uma síntese da evolução de Sergipe de 1575, com as primeiras incursões jesuítas de Gaspar Lourenço e João Solônio a 1855 que é o período da transferência da Capital de São Cristóvão para Aracaju.
            Este livro que é um marco na Historiografia Sergipana com apenas 336 paginas é ordenado em quatro partes. Na primeira parte que é a “Introdução”, Felisbelo Freire primeiramente descreve seu referencial teórico, que é ligado ao evolucionismo, ele ainda fala sobre os nativos. ”Época da Formação (1575-1696)” inicialmente ele fala da descoberta e conquista de Sergipe por Cristóvão de Barros e em seguida sobre a colonização de Sergipe, sobre as primeiras explorações mineiras, a invasão holandesa, as lutas travadas em Sergipe o por fim  o fim do domínio  holandês e o novo domínio português. Na terceira parte  do livro ” Expansão colonial (1696 -1822)” o autor relata Sergipe na condição de Comarca da Bahia, fala sobre a expulsão dos jesuítas 1575, a abolição da escravidão indígena, a influencia da Revolução Pernambucana em Sergipe e por fim relata o juramento a Constituição e a aclamação da Independência. Na última parte “Política Imperial (1822-1855)” esta voltada para os eventos políticos, o primeiro presidente da província, o governo da Regência, a transferência da capital para Aracaju e por fim é abordado as questões do estabelecimento dos limites do território sergipano, com a Bahia e Alagoas.
            Como declara o autor sua obra esta moldada na ciência histórica evolucionista de sua época, podemos perceber isto quando ele diz que “nessa marcha evolutiva em que um povo coloca-se para progredir e prosperar, temos de apreciar a ação dos fatores internos e externos”. E a história não será mais do que a síntese, o conjunto de leis desse evolucionismo.”(p.31). O principal foco de sua construção historiográfica são os governantes e seus feitos, sendo assim  uma historia dos grandes homens, nesta obra ainda pode-se encontrar um pouco sobre “economia, educação, demografia e sociedade”( Defensores do Patrimônio Cultural Sergipano).
            O autor de “História de Sergipe” fomentava que sua obra fizesse com que Sergipe se tornasse conhecido do país e do mundo, com isso ele almejava construir nos sergipanos uma identidade, pois antes de sua obra havia apenas memorias e relatos e não uma construção historiográfica, tornando assim todos os sergipanos unidos em torno de uma história comum. Segundo Freire seus recursos não permitiram que ele fizesse uma obra melhor, ele deixa bem claro que tem consciência que sua obra tem defeitos quando diz no prefacio, “sendo o primeiro trabalho no gênero, contra o que antolharam-se dificuldades de toda ordem, não podia sair isento de defeitos” (pag. 4).
            Outra coisa muito importante também descrita no prefacio da obra é quando o autor revela um dos objetivos da sua obra, que é contribuir na construção da história Sergipana através de auxilio de outros historiadores na construção historiográfica do estado, este objetivo é facilmente detectado quando dele diz: “Será para mim motivo de contentamento, se ele fornecer algum auxílio a quem, com mais competência de que eu queira escrever a História de Sergipe” (pag. 4).
Este autor coloca a religião como principal empecilho para o progresso, portanto a religião seria a vilã da história sergipana, com isso ele acaba por colocar suas paixões pessoais na construção historiográfica, pois ele acaba se colocando como juiz, aprovando ou não as atitudes dos agentes históricos, o mais interessante é que ele deplorava os outros autores que colocavam suas paixões em suas obras, mas ele acabou por também colar, não sendo assim neutro em sua construção historiográfica. Além disso Freire se contradiz com sua teoria e pratica, pois ele teoricamente pretendia uma historia que não colocava os grandes como foco, mas acaba por focar os administradores em sua obra, afastando-se assim das ideias de Capistrano de Abre e Euclides da Cunha.
            Sem duvidas esta obra foi um marco na construção historiográfica de Sergipe, como diz Sousa, Felisbelo Freire é considerado “o pai da Historiografia de Sergipe” (SOUSA 2013, p. 29), com documentos valiosos e um emaranhado de pistas de pesquisa, esta foi a primeira tentativa de construção cientifica da história do estado e sem duvidas um livro que deve ser lido por todos e principalmente pelos sergipanos, para que possam assim conhecer melhor o estado , construindo assim sua identidade, sua sergipanidade, sem duvidas este livro é um leque de pistas e fatos que ajudaria muitos historiados que pretendessem escrever sobre a História de Sergipe.

Referências:
SOUSA, Antônio Lindvaldo. História e Historiografia Sergipana. CESAD. Universidade federal de Sergipe, São Cristóvão/SE, 2013.
Felisbelo Firmo de Oliveira Freire. Encontrado na Enciclopédia Digital, Wikpedia, no site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Felisbelo_Firmo_de_Oliveira_Freire.

Centenário de uma história inaugural. Defensores do Patrimônio Cultural Sergipano. Encontrado no site: http://dpcs-ufs.blogspot.com.br/2011_03_01_archive.html, ultima visualização no dia 24 de maio de 2013.

domingo, 17 de fevereiro de 2013


"Resenha crítica da obra de John Locke - Segundo Tratado Sobre o Governo Civil" de Pedro H. S. Pereira, encontrado no site:    http://www.consciencia.org/resenha_locke.shtml.  

Dissertação  com o tema: As ideias de John Locke e as revoluções inglesas. 

            John Locke acreditava que devemos todos ser livres, iguais e independentes, este seria o estado de natureza, onde nós apenas ficaríamos subordinados apenas a Deus, além do estado de natureza existe o estado de guerra, que ocorre quando alguém quer impor o poder sobre os outros, assim Locke mostra-se contra o poder absoluto, portanto contra o modelo monárquico inglês e qualquer outro.
            “Locke critica o Absolutismo ao sustentar ser melhor viver em estado de natureza, no qual o homem se subordina somente a si, a viver sobre o domínio de um monarca com o poder centralizado em si e que manda nos outros da maneira que melhor lhe aprouver, o que não concretiza um pacto no qual lhe é outorgado o poder”, está passagem do texto de Pereira revela que Locke, é a favor da democracia, onde o povo escolhe os que vão ter o poder, mas este poder deve ser a favor do povo que os colou nesta posição, pois se assim não for estes serão julgados pelo povo.
            Explicando as revoluções numa visão dentro das ideias de Locke, elas seriam um estado de guerra do povo contra os absolutistas, pois os absolutistas querem impor seu poder sobre os outros indivíduos, mas como naturamente são todos livres, iguais e independentes, não podemos nos subordinar a ninguém na terra, com a Revolução Gloriosa acabaram por diminuir o poder da Coroa e aumentar o poder do Legislativo, dando assim o poder ao povo.
            Segundo “Locke todos são livres, iguais e independentes, e só através de um pacto civil visando maior tutela destas liberdades que ocorre o fim do tão estudado Estado, e a formação de um corpo político que representa a maioria”.
            Portanto as ideias de John Locke são contra o absolutismo, a favor da liberdade, igualdade e independência dos indivíduos, onde o individuo para defender estes atributos e suas propriedades podem entrar em estado de guerra com outros indivíduos, para que isso não ocorra deve haver um  pacto civil e a formação de um corpo político que represente a maioria e não os seus próprios interesses.

Os maias, na verdade, nunca chegaram a constituir um império




            Os maias nunca construíram um império, já que esse povo era dividido em vários reinos que conflitavam entre si, embora que tenham filiação étnica, traços físicos semelhantes e tenham vários dialetos de um troco linguístico comum, nunca ouve uma unificação destes reinos.
            Nunca uma cidade conquistou todas as outras, eram cerca de mais de 40 cidades-estado no mundo Maia, cidades como Tikal conseguiram conquistar outras, no caso desta cidade o soberano conquistou sua inimiga a cidade de Calakmul e depois as cidades vizinhas, mas nunca conseguiu conquistar todas.
            O rei Pacal que é considerado o mais importante rei maia, que reinou entre 615 a 683 d. C, é responsável por embelezar a cidade de Palenque, e este mesmo sendo considerado um poderoso rei não unificou estes reinos maias.
            O rei Chan Kawiil (734-760 d. C) de Palenque é considerado um importante soberano por ter derrotado a cidade de Tikal, sua principal rival.
            Portanto nunca ouve a unificação dos maias, pois eram divididos em reinos rivais que conflitavam entre si, um reino nunca conseguiu conquistar todos os outros, por isso nunca chegaram a constituir um império.
            


            Referência da Obra
MÓDOLO, Parcival. Os incas: língua, cultura e música. Etnicidade e apropriações cultural-religiosas. Revista USP n.72, São Paulo fev. 2007.

Credenciais dos Autores

            Parcival Módolo naseu em Americana no interior de São Paulo, fez Mestrando em Ciências da Religião pelo Instituto Mackenzie, maestro titular da Orquestra de Sunden (Alemanha) e diretor da Divisão de Arte e Cultura do Instituto Presbiteriano Mackenzie e é membro da ACDA (American Choral Directors Association), ’’foi discípulo de Nikolaus Harnoncourt, Zubin Mehta, M. Stefani e Sergiu Celibidache. Em 1989, a convite da Universidade de San Diego, Califórnia, foi aos Estados Unidos lecionar naquela universidade e recebeu bolsa de estudos para o doutorado na University of Southern California, em Los Angeles.” ( Wikpédia)
“Dirige regularmente diferentes orquestras brasileiras e, no exterior, é Gastdirektor da Orquestra do Teatro da Ópera de Bielefeld, Alemanha, e Maestro visitante da Orquestra Sinfônica de San Diego. Em 2003 foi nomeado consultor oficial do Festival Internacional de Música de Cusco e, em 2004, maestro permanente das orquestras Jovem e Juvenil de Lima, Peru, bem como professor de regência orquestral e diretor da orquestra do Festival Internacional de Arequipa. Em 2006, convidado para dirigir o encontro anual de regentes e o festival de música em Santa Cruz de La Sierra, Bolívia, foi nomeado coordenador do encontro e diretor da orquestra e do coral para todas as próximas edições do festival.”( Wikpédia)
“Atualmente, é regente titular da Orquestra Sinfônica de Campinas, e do Coral Universitário Mackenzie. Coordena tambem o curso de Licenciatura em Música na Faculdade Nazarena do Brasil, em Campinas, São Paulo.”(Wikpédia)

Resumo da Obra

            O referido texto aborda sobre os Incas, como o colonizador espanhol usava a força e a religião para conquistar estes povos, que deveriam deixar de lado sua cultura e sua religião que era considerada idolatria. Cerca de 50% da população peruana é indígena, eles em sua maioria são ascendentes de quéchua e aymara, nesta localidade os habitantes das montanhas são indígenas e camponeses que preservam a cultura dos ancestrais, acreditam ainda no Inti, o Sol e Pachamama, a Mãe Terra, estes persistiram bastante para preservação de sua identidade inca. O Império Inca não era homogêneo, havia um grande diversidade cultural e linguística, por causa dos povos que foram conquistados por eles, mas quando os colonizadores chegam, estes unem o povo inca em um só, colocam o quéchua como língua oficial, e os catequizadores utilizam esta língua para ensinar aos índios os ensinamentos cristão, mas apesar da influencia crista, os incas continuaram a preservar sua tradições, até hoje pode ser visto estas manifestações culturais, principalmente na cidade de Cusco. Os nativos acomodaram muitas coisas da igreja católica, como o hino Hanaq Pachap Kusikuynin, que é um hino a Maria, mas que para os nativos seria também o hino às Plêiades, que seriam divindades femininas associadas a fecundidade da terra.

Apreciações Pessoais do Resenhista

            O texto é interessante trata claramente sobre a língua, a cultura e a musica inca, e sobre a influencia espanhola nos Andes, mostrando as intervenções mais ligadas a cultura e identidade, não focando muito no genocídio, mas sim na tentativa do etinocidio desta cultura pré-colombiana, mas o texto mostra também, como o povo nativo conseguiu mescla e preservar sua cultura.

Cultura Afro-Brasileira em Arauá - A Umbanda


Na cidade de Arauá existem algumas manifestações da cultura afro-brasileira, uma delas é a umbanda, uma das casas de culto a esta religião que se encontrão nesta cidade, é a Casa de Santo Antônio fundada em 1973, fica localizada na Rua de Estância.
            Este caramanchão (casa) foi fundada por Eliziario Francisco dos Santos, que era o Zelador desta, os rituais aconteciam as sextas- feiras por quinzena, pois a sexta é o dia de Oxalá, antes os rituais eram mais frequentes, pois com a morte do zelador fundador em 2002, seu filho Eliziario Mota Santos Filho torna-se o novo Zelador, e com isso os rituais passaram a ser realizados no sábado, uma vez por mês ou de dois em dois meses.
            Numa entrevista com o atual Zelador, ele conta que está denominação é a preferida, mas pode ser chamado também de Pai-de-Santo e Babalorixá. Ele conta que as quatro festas mais importantes e que são festejadas em Arauá são, no dia 21 de janeiro a Festa do Caboclo, no dia 12 de junho a festa de Santo Antônio, que é a festa de Ogum ( Pai Ogum), em setembro do dia 7 ao dia 27 é escolhida uma data para a Festa de Cosme e Damião e no dia 31 de dezembro que é o ultimo toque de Mãe Oxum.
            Nas festas e rituais são utilizados instrumentos musicais como atabaque, agogô, ganzá, triangulo, as palmas e as musicas . Segundo o Babalorixá, quem protege a casa é, Ogum pela direita e Exu pela esquerda, o Ogum é um Orixá, estes só trazem coisas boas e os Exus e as Pombagiras ( denominação dada aos exus do sexo femininos) servem para rebater o mal, purificar e causar o mal.
            Portanto embora que enfraquecida a religião afro-brasileira no município de Arauá, ainda existem aqueles que creem e tentam preservar esta cultura, a cultura deixada pelos antepassados negros, e um exemplo visível é o da Casa de Santo Antônio que tem como Zelador Eliziario Mota Santos Filho.

Referências:
Entrevista com Eliziario Mota Santos Filho, no dia 22 de dezembro de 2012, em Arauá, Sergipe.
CUNHA, Joceneide e SILVA, Júlio Cláudio da . História da Cultura Afro-Brasileira. São Cristóvão- Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2010. 

domingo, 16 de dezembro de 2012

RELATÓRIO DE VIAGEM: VISITA TÉCNICA A CIDADE DE ARACAJÚ



RELATÓRIO DE VIAGEM: VISITA TÉCNICA A CIDADE DE ARACAJÚ


Romário Andrade de Jesus
Graduando em História na Universidade Federal de Sergipe


            O coordenador da disciplina Temas de História de Sergipe II, Dr. Antônio Lindvaldo Sousa organizou visita técnica a cidade de Aracajú, no dia 15 de desembro de 2012, na qual tive a oportunidade de estar com vários alunos de outros Polos, as tutoras Andreza da Conceição Costa, Gersivalda Mendonça da Mota e Rita Leoser da Silva Andrade e o Professor Antônio Lindvaldo Sousa (Figura1).



 Figura 1. O professor Antônio Lindvaldo Sousa, a tutora Rita Leozer e alguns academicos do Polo de Arauá. ( acervo particular do autor)

            Com o objetivo de compreender a existência de um projeto modernizador em Aracaju e seus revezes nas primeiras décadas do século XX tomando como fio condutor de análise personagens protagonistas desse discurso e outros que apontam as contradições desse mesmo discurso.
            Aracajú é a capital do estado de Sergipe, que fica a cerca de 100 quilômetros da cidade de Arauá (Figura 2), é uma cidade que se desenvolveu a partir de um projeto modernizador, está foi planejada com ruas retas que lembra um tabuleiro, este modelo foi criado por Pirro, por isso é conhecido como quadrado de Pirro, as irregularidades que vemos hoje nos quarteirões e ruas, foram construídos posteriormente, além do que as casas que estavam fora do quadrado eram consideradas como interior, pois nos anos de 1910 a 1930, o discurso modernizador inflamava na elite aracajuana, que se reunião no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, mas haviam contradições e como por exemplo a de Dona Antônia que não aceitava reproduzir tudo o que o discurso modernizador propunha. 

Figura 2. Mapa de Sergipe indicando a cidade de Arauá em laranja e Aracajú em Vermelho ( imagem retirado do site Wikipedia e modificada pelo autor).


            A viajem teve inicio na Praça Fausto Cardoso (Figura 3)  , com aula pública do professor Antônio Lindvaldo Sousa, onde ele entregou a nós acadêmicos um mapa de Aracajú, este mapa era o projeto modernizador da construção desta cidade, era o quadrado de Pirro, a partir do mapa olhamos ao redor para identificar algumas construções destacadas neste, o professor mostrou fotos antigas desta praça e explicou quem era Fausto Cardoso, que foi morto na praça na frente do Palácio do Governo , ele representava os republicanos e por isso a praça recebeu o nome dele e construíram um monumentoem sua homenagem.

Figura 3. Praça Fausto Cardoso ( acervo particular do autor)


            Logo após nos dirigimos a Praça Olímpio Campos( Figura 4), onde encontramos a catedral, e um monumento em homenagem a Campos que representava o coronelismo, logo após esta visita nos dirigimos ao Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe (IHGS), onde lá o Lindvaldo propôs uma dinâmica, ele dividio a turma em dez grupos, o tema que o meu grupo ficou responsável a fotografar e estudar, foi o defensor do discurso modernizador em Sergipe, Nobre de Lacerda.
Figura 4. Praça Olimpio Campos ( acervo particular do autror)

            Nobre de Lacerda pertencia à elite, foi juiz, jornalista, poeta, historiador e membro e presidenta do IHGS, defendeu a modernidade em Sergipe, publicando uma critica a Paulo Walle, que publicou no “Jornal Correio” no Rio de Janeiro, que Aracajú não era moderna, era isolada geograficamente, as famílias poderosas se revezavam no poder e um “cidade de palha” dez do período colonial. Com isso Nobre de Lacerda contesta este artigo, refutando estas ideias, onde sua principal defesa é que não existia Aracajú no período colonial.
            Logo após um intervalo nos encontramos no Campos da Universidade Federal de Sergipe na sala de Didática 6 , pois a 5 esta com problemas,  lá cada grupo apresentou suas percepções e conhecimentos sobre o tema que iriam abordar, Antônio Lindvaldo complementava e frisava alguns pontos principais, ao termino das apresentações a viagem chega ao fim. 

            Conclusões Finais
            Ao termino da viagem pude perceber que não conhecia meu próprio estado, a riqueza história nesta cidade e em outras é enorme, pude viver o período de modernização de Sergipe em Aracajú, a partir de fotos, mapas, construções e relatos orais da transformação da capital sergipana.
            Portanto com certeza meus futuros alunos tem que desfrutar desta experiência de viver a história, além do que, eu ainda não pude ver tudo sobre esta cidade, mas sei que para conhecer uma cidade como Aracajú um dia só é muito pouco, nunca tinha parado para olhar para Aracajú com este olhar que tenho hoje, está é a história do meu estado e é a partir dela que conseguirei ter minha identidade, minha Sergipanidade.
   
       Anexos ( Todas as fotos anexadas são do acervo particular do autor )
 Antigo Palacio do Governo
 Coreto da Praça Fausto Cardoso
 Monumento a Fausto Cardoso
 Monumento a Olimpio Campos

 IHGS - Instituto Histórico e Geofrágico de Sergipe


 Fotos do interior do IHGS


Referências Bibliograficas:

SOUSA, Antônio Lindvaldo. Tema de História de Sergipe II. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2010. 

 Aracaju. Encontrado no site : http://pt.wikipedia.org/wiki/Aracaju.


terça-feira, 6 de novembro de 2012






RELATÓRIO DE VIAGEM: VISITA TÉCNICA A CIDADE DE LARANJEIRAS


Romário Andrade de Jesus
Graduando em História na Universidade Federal de Sergipe


            O coordenador da disciplina Temas de História de Sergipe II, Dr. Antônio Lindvaldo Sousa organizou visita técnica ao município de Laranjeiras, no dia 27 de outubro de 2012, na qual tive a oportunidade de estar com vários alunos de outros Polos, as tutoras Fabiana Gois dos Santos e Rita Leoser da Silva Andrade e o Professor Antônio Lindivaldo Sousa (Figura1).



 Figura 1. Alunos e tutoras que estavam em visita técnica em Laranjeiras (Foto do acervo particular do Professor Antônio Lindvaldo Sousa).

            O objetivo desta visita é compreender o papel da cidade de Laranjeiras enquanto núcleo de povoamento no período da colonização e o processo de desenvolvimento da província de Sergipe, na fase de produção do açúcar no século XIX.
            Laranjeiras é um município do estado de Sergipe, que fica a 19 quilômetros da capital Aracaju (Figura 2), é uma cidade historia que podemos ver a força da arquitetura colonial, e “em 1824, era a povoação mais rica da província” (Sousa), situado na região da Cotinguiba maior produtora de açúcar de Sergipe.



Figura 2. Localização da cidade de Laranjeiras (Imagem do acervo do site Wikipedia).

            A viajem teve inicio na Praça da Matriz Dr. Heráclito Diniz Gonçalves, próximo a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, com aula pública do Professor Antônio Lindvaldo Sousa, que se apresentou, apresentou as tutoras e um representante de cada polo foi a frete e apresentou-se também. O professor dividiu os alunos em grupos para fazer uma dinâmica, entregou envelopes com fotos antigas da cidade, em meu grupo estavam Agnaldo Timóteo Lima e Evandro José, onde nesta aula ele falou um pouco sobre a cidade de Laranjeiras.
            Logo após a aula fomos conhecer a feira municipal, no caminho podemos perceber vários casarões do período colonial, além do que o mercado apesar de ter passado por reformas, apresenta ainda as características da época de sua construção, no lado de fora do mercado o chão de pedras ainda do período colonial esta um pouco deteriorado, e o Rio Cotinguiba (Figura 3) que passa perto dali, esta muito abaixo do nível, um rio que era tão importante no período colonial,onde o seu nível subia acima da media inundando a cidade, hoje esta quase seco.


Figura 3. Rio Cotinguiba nos dia atuais ( Foto do acervo particular do autor).

            A visita seguiu em direção aos trapiches, onde lá o professor inicia a dinâmica proposta anteriormente, o meu grupo tinha que encontrar e pesquisar os seguintes locais, Praça da Matriz, Praça Possidônia Bragança e a Igreja Nossa Senhora da Conceição dos Pardos.
            Primeiramente fomos a Praça da Matriz Dr. Heráclito Diniz Gonçalves (Figura 4), próximo a Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, esta praça foi o local onde se originou o atual núcleo urbano da cidade e é palco de eventos religiosos.







Figura 4. Praça Dr. Heráclito Diniz Gonçalves ( Praça da Matriz) (Foto do acervo particular do autor).

            Logo após fomos a Praça Possidônia Bragança onde lá encontramos uma árvore centenária, que esta sendo preservada, pois é patrimônio natural, aos arredores da praça podemos ver um hospital antigo, que se encontra em ruínas  somente a fachada esta de pé, ao lado deste encontrasse a antiga maçonaria (Figura 5) e é nesta praça que se encontra a Igreja Nossa Senhora da Conceição dos Pardos ( Figura 6), também conhecida como Igreja do Galo, pois no topo da igreja tem a imagem de um galo, esta Igreja foi erguida no século XIX. E em 1860 com a visita do Imperador D. Pedro II a Laranjeiras, a reforma desta igreja e a construção de obras foram financiadas por ele.













Figura 5. Praça Possidônia Bragança, onde se encontra uma árvore centenária, ao fundo a fachada do Hospital e a Maçonaria( Foto do acervo particular do autor).

           

        A Igreja Nossa Senhora da Conceição ( Figura 6), foi o centro de devoção à Maria, onde foram realizadas solenes festas no Mês desta santa que é na Igreja a mãe de Jesus, a igreja esta passando por reformas por isso não tenho detalhes de seu interior, mais a frente da igreja encontrasse a antiga delegacia e o antigo teatro em ruínas, onde estão tentando restaurar sua fachada.


Figura 6. Igreja Nossa Senhora da Conceição dos Pardos ( Foto do acervo particular do autor).

            Logo após um intervalo o professor Antônio Lindvaldo nos conduz até uma Igreja que fica um pouco distante do centro da cidade, fomos para a Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba ( Figura 7 ) uma igreja que foi construída em 1734, pelos padres da Companhia de Jesus, foi a ultima igreja que os jesuítas construíram em Sergipe, pois estes foram expulsos pelo Marques de Pombal das terras portuguesas, esta igreja tem um altar no estilo barroco com influência do rococó (Figura 8). Nesta igreja Lindivaldo ministrou mais uma aula, está era de revisão do conteúdo da avaliação presencial, esta foi bastante proveitosa.



Figura 7. Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba ( Foto do acervo particular do autor).

Foto 8. Altar da Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba, ( Foto do acervo particular do aulto).

Conclusões Finais
            Ao termino da viagem pude perceber que não conhecia meu próprio estado, a riqueza história nesta cidade e em outras é enorme, pude viver o período colonial sergipano em Laranjeira a partir do que o tempo ainda deixou de pé, as construções e monumentos, foi realmente gratificante.
            Portanto com certeza meus futuros alunos tem que desfrutar desta experiência de viver a história, além do que, eu ainda não pude ver tudo sobre esta cidade, mas sei que para conhecer uma cidade como Laranjeira um dia só é muito pouco. 

Anexos: ( Todas as fotos anexadas são do acervo particular do autor).






Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus



Imagens de Casarões










Mercado Municipal




Eu, Romário Andrade de Jesus, ao lado do Rio Cotinguiba.



Evandro José, Antônio Lindvaldo e Romário Andrade.







            Antiga Delegacia e a fachada do Teatro Municipal.


Referências Bibliográficas:
Laranjeiras. Encontrado no endereço do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Laranjeiras
Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Pardos (Laranjeiras). Encontrado no endereço do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_de_Nossa_Senhora_da_Concei%C3%A7%C3%A3o_dos_Pardos_%28Laranjeiras%29
Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Pardos. Encontrado no endereço do site: http://www.portalturismobrasil.com.br/atracao/4051/Igreja-de-Nossa-Senhora-da-Conceicao-dos-Pardos

Igreja Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba. Encontrado no endereço do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Nossa_Senhora_da_Concei%C3%A7%C3%A3o_da_Comandaroba

SOUSA, Antônio Lindvaldo. Tema de História de Sergipe II. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, CESAD, 2010.